É impressionante como determinados assuntos que envolvem interesses múltiplos, principalmente, quando há relações de poder entre dominantes e dominados a morosidade impera no nosso país.
Uma queda de braço que envolve aqueles que não querem abrir mão dos lucros, sem se importar com impacto que este venha causar ao meio ambiente, e, do outro, pequenos produtores muitas vezes explorados por esses grandes empresários do agronegócio. O novo Código Florestal, que nem sei mais se é novo, se tornou um embróglio sem fim. Não dá pra entender como algo que já estava praticamento estabelecido, (sim, o Senado já havia aprovado o texto após intenso debate e reformulações na proposta do Aldo Rebelo, lembram?). Pois bem, eis que os nossos "ilustríssimos" deputados da bancada ruralista na Câmara resolveram modificar o texto e alterou o projeto incluindo pontos controversos.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defende o veto presidencial, no entanto, não sabe qual tipo de veto será recomendado, disse que a pasta está avaliando.“Estamos avaliando o texto e vamos avaliar juridicamente se ele tem condições ou não de ser aprovado. Agora, a nossa recomendação é que tenha veto", disse a ministra.
Sinceramente não dá pra entender certos entraves na política brasileira. E isso se deve, muitas vezes, por culpa daqueles que estão à frente ou na gestão dessas pastas. Se o texto foi alterado e há sinais claros de interesses que beneficia os grandes produtores porque esperar? Como assim verificar se tem condição ou não de ser aprovado? Já que a própria ministra defende o veto e vê irregularidades.
Agora é aguardar o próximo capítulo dessa novela que esperamos que no mínimo tenha um final feliz. O final desse enredo está nas mãos da presidenta Dilma Rousseff, que tem até o dia 25 para vetar parcialmente, integralmente ou sancionar o Código Florestal.


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