Os reflexos da crise econômica nos países ricos, somados à
queda no ritmo de crescimento da indústria, e, consequentemente, a demora do
governo em adotar medidas anticrise no primeiro semestre, fez com que a
previsão de crescimento do PIB este ano, de 3% recuasse para 2%. Como anunciou
o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quinta-feira.
De acordo com especialistas, o governo brasileiro demorou em agir antes que o caldo entornasse. A indústria já vinha dando sinais que não andava bem das pernas, no entanto, o governo fez vista grossa com o otimismo de sempre. E as contradições não param por aí. Segundo o ministro, o segundo semestre vai ser melhor, "mas o primeiro semestre puxa a média para baixo", disse. Essa indicação comprova que as críticas feitas desde o início do ano por analistas, tinham fundamento.
A expectativa para 2013 é que o
Produto Interno Bruto (PIB) volte a padrões mais altos, e que a economia
brasileira cresça acima de 4%.
Alguns economistas acreditam que mesmo com os índices baixos, menos de 2% nos
terceiro e quarto trimestres de 2012, a economia brasileira poderá encerrar o
ano no ritmo de 4% a 5,3%. Estimativa, que segundo Mantega, será
mantida em 2013.
E apesar das medidas de estímulo econômico adotadas, desde o mês de maio pelo governo, como a redução do IPI para a linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) e para automóveis, e até mesmo a redução da taxa básica de juros iniciada no mês passado, não foram suficientes para brecar a desaceleração do PIB. Só nos resta aguardar que a indústria volte a crescer no terceiro trimestre. Os economistas, assim como Guido Mantega, estão otimistas. É esperar pra ver!


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