É assustador o número de jornalistas que perde a vida no Brasil. De acordo com dados do International News Safety Institute (INSI),
somente este ano 7 profissionais foram mortos. É uma triste realidade que
coloca o país nas estatísticas entre os países mais perigosos do mundo para os
profissionais de imprensa neste ano, atrás apenas de Síria, Nigéria e Somália.
Segundo o relator especial sobre a Liberdade de opinião e de Expressão da
ONU, Frank La Rue, os profissionais da imprensa morrem mais em conflitos
isolados do cotidiano do que em coberturas de guerra. "Embora a morte ou
sofrimento dos jornalistas em situações de conflito armado atraia a atenção da
comunidade internacional, são os jornalistas que enfrentam riscos diários e
violações de seus direitos em situações que não atingem o limiar do conflito
armado, mas que contém ilegalidade, violência ou repressão", disse o relator, ao
portal comunique-se.
A morte do jornalista Tim Lopes, em 2 de junho de 2002 por traficantes, expôs a fragilidade do trabalho jornalístico e muitas empresas reconheceram a importância de se investir em
equipamentos de segurança para seus funcionários, além de desenvolverem cursos de treinamento para coberturas em situações de conflito para seus profissionais, mas ainda há muito a se fazer. Em junho, a Organização da Nações Unidas (ONU) fez uma denúncia relatando
o aumento assustador da violência contra jornalistas na América Latina, e,
segundo a organização, a situação do Brasil é preocupante. Um terço de todas as
mortes de jornalistas no mundo; 35 das 107 registradas na América Latina, seis
aconteceram no Brasil, número já ultrapassado neste ano.
Aqui no Brasil os
assassinatos de jornalistas estão relacionados principalmente a denúncias de
corrupção e tráficos de drogas, pautas que se enquadram, geralmente, em
editorias de polícia ou política nos veículos de comunicação. É bom pensar duas vezes antes de querer enveredar-se por esses caminhos.

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