sábado, 2 de fevereiro de 2013

E NÃO É QUE ELE VOLTOU

Mais uma vez a sensação de impunidade e o sentimento de descrença em nossos parlamentares veio a se confirmar com a eleição pela terceira vez do senador Renan Calheiros como presidente do Senado. Esse senhor cuja carreira política é sustentada pela "ética e moralidade" além de presidente da Casa, acumulará o cargo a presidência do Congresso Nacional e vai presidir as sessões conjuntas de deputados e senadores.
 
O "digníssimo" senador foi indicado pelo PMDB, maior bancada do Senado. O que é mais chocante nesse cenário é o fato de, esse mesmo senhor, em 2007, ter deixado o cargo em meio a denúncias de que teria usado dinheiro de lobista para pagar pensão de uma filha fora do casamento. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou Renan ao Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos.
 
 E aí está a minha indignação. Por que só agora depois que o circo foi montado a denúncia foi feita? Adianta agora chorar sobre o leite derramado? Esse senhor até então não perambulava tranquilamente pelos corredores da Casa com status de líder da bancada do PMDB no Senado?
Às vezes tenho alguns pontos de vista divergentes do Ricardo Boechat, mas literalmente tenho que concordar com ele nesse sentido, o que vimos nesse dia foi uma "cusparada" no rosto do povo brasileiro.

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