quinta-feira, 10 de abril de 2014

COSTURAR É UMA ARTE

Segundo um estudo feito pela consultoria ManpowerGroup, 71% dos empregadores entrevistados no país dizem ter dificuldade para preencher postos nas mais diversas áreas. Entram nessa categoria trabalhadores com uma habilidade específica ou autônomos especializados em um ofício, como costureiras, passadeiras, sapateiros, eletricistas, pintores, encanadores e pedreiros
Antigamente entre tantas habilidades que “uma moça prendada” tinha que ter para garantir um bom casamento, costurar fazia parte desse pacote. Com isso, muitas mulheres viram com o passar do tempo uma oportunidade de ganhar dinheiro com o ofício. No entanto, está cada vez mais difícil encontrar profissionais dessa área. Os tempos mudaram e as mulheres evoluíram em muitos aspectos com o passar dos anos. Mas há aqueles que acreditam que a profissão ainda sobrevive por muitos anos. Uma boa costureira às vezes precisa fazer e refazer a mesma peça dezenas de vezes até que esteja perfeita.
A costureira Divana Santos Vieira aprendeu a costurar com sua mãe. Nas mãos de Divana roupas usadas ganham cara nova. Segundo ela, muitas pessoas preferem customizar peças antigas para economizar no bolso. Geralmente quem procura uma costureira busca um trabalho personalizado. Além de roupas convencionais, a costureira também recebe encomendas para reparos em cortinas, capas de almofadas, roupas sob medida, e abadás. “Não tem um público específico. Aqui nós atendemos todos independe da classe social. Porque muitas vezes a pessoa procura na loja certo tipo de roupa que não acha, então manda fazer. Nosso trabalho é direcionado pra todos e sempre tem uma demanda boa devido à qualidade do serviço”, conta Divana.
Apesar de ser uma profissão cada vez mais escassa, a costureira encontrou nesse trabalho uma maneira de empreender em tempos de desemprego. “Eu gosto do comércio, gosto de lidar com o público. Trabalho para mim mesma. Mas tem que ser muito profissional, só consegue sobreviver se você deixa o cliente satisfeito”, disse.

O vendedor Paulo Gonçalves da Silva tem costume de mandar fazer roupas sob medida e também quando precisar fazer pequenos consertos em algumas peças. “É mais viável e econômico você procurar esse tipo de serviço. Além da roupa ficar personalizada do jeito que você queria com uma ótima qualidade”, conta Paulo.

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