A encenação da Paixão
de Cristo é um dos espetáculos mais antigos do país. Segundo os organizadores, a
montagem é considerada a primeira peça de Minas Gerais, que traz em sua
abordagem a temática da morte e ressurreição de Cristo, e a segunda do Brasil.
Está quase tudo pronto
para a encenação da Paixão de Cristo, que acontece no próximo dia (18), no
campo do América. O espetáculo existe há 43 anos, e já faz parte da cultura
local. Todos os anos milhares de pessoas lotam o estádio do Nassri Mata, para
assistir a atuação dos artistas, que voluntariamente se doam em nome da fé e da
arte.
Segundo o presidente da
Associação cultural de Teófilo Otoni, Élbio Pechir, entre as novidades dessa
edição está um sistema musical, criado para envolver o público da arquibancada.
“Quando terminamos as cenas as pessoas começam a conversar na arquibancada, então
nos intervalos depois dos comentários de cada cena, nós vamos colocar músicas
conhecidas, evangélicas e católicas para que as pessoas ao invés de conversar possam
cantar”, disse Élbio.
A encenação da Paixão
de Cristo, antes da Associação Cultural, era comandada pela Igreja Católica.
Para Pechir, o segredo de a peça conseguir se manter há anos, e sempre com uma
expectativa de público grande, está no compromisso dos envolvidos com a
montagem. “É uma luta árdua, mas é uma luta da fé, da torcida de Deus. O sucesso
faz parte da fidelidade dos atores, patrocinadores, e a imprensa que todos os
anos nos apóiam”.
Todos os envolvidos no
espetáculo teatral são voluntários. O próprio Élbio já perdeu as contas de
quantos anos faz em que está envolvido com a Paixão de Cristo. Ele começou
fazendo narrações ainda quando a peça era na Praça Tiradentes, logo em seguida
foi convidado para fazer o papel de Jesus Cristo. E lá se vão quase 25 anos de
atuação. “A fé é o que me motiva todos esses anos. Quando eu sou alçado até o
topo de um prédio em um dos momentos da peça, lá a motivação redobra em meu
coração e eu digo obrigado meu Deus por esse momento. E a satisfação de mostrar
para os jovens, crianças e adultos que Jesus está vivo e está no meio de nós”,
enfatizou Élbio.
Pessoas de várias
regiões da cidade como, Pindorama, Eucalipto, Vila Betel e Novo Horizonte,
participam da encenação da Paixão de Cristo. Jovens que vivem em áreas consideradas
de vulnerabilidade social.



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