O livro reúne crônicas da jornalista mineira com textos sobre o dia a dia, experiências de viagem e o universo feminino. O título é uma referência ao blog que deu origem à obra.
“Licor de Cassis” é o nome do primeiro
livro da jornalista mineira Cláudia Gabriel, lançado recentemente em duas
cidades, Juiz de Fora e Belo Horizonte. A obra reúne
crônicas publicadas no seu blog homônimo, criado há três anos, e textos inéditos
sobre o dia a dia, experiências de viagem e o universo feminino. Apesar dos
desafios que todo escritor iniciante passa, até se tornar conhecido do grande
público, a autora se surpreendeu com a repercussão do livro. Lançado há menos
de um mês, cerca de 60% dos exemplares já foram vendidos.
Os primeiros passos de Cláudia rumo à literatura começaram
timidamente. E foi lendo textos de cronistas
renomados como: Martha
Medeiros, Fabrício Carpinejar, Leila Ferreira, J.P. Cuenca, Antônio Prata,
Clarice Lispector; a jornalista percebeu que também poderia compartilhar suas
reflexões com o público. “Conheço pessoas que escrevem criativamente desde a
infância. Inspiração revelada quase ao mesmo tempo das primeiras palavras.
Comigo, não foi assim. Sempre escrevi por dever da profissão. E nunca pensei em
ir além. Mas os textos de outros cronistas fisgaram aquela vontade camuflada
dentro de mim, eu sentia que também tinha algo pra falar. As primeiras crônicas
foram escritas assim, sob o impacto de outras leituras. Ficaram guardadas,
escondidas... Até que resolvi me expor e criei um blog”, disse Cláudia.
Narrativas
do cotidiano
O universo das crônicas de Cláudia é amplo. Ali cabem fatos
recentes, vivos, misturados ao tom pálido das lembranças. Os temas são triviais
– uma imagem, frases soltas que despertam a curiosidade, situações vividas em
viagens. O medo de um possível tremor de terra em Montes Claros, um cardápio
exótico em Uberlândia, o chuveiro de hotel que remete ao difícil equilíbrio
entre o frio e o quente no amor. Ela fala também de encontros – com uma freira
que foi sua professora na infância, com um cantor que surpreende os passageiros
num ônibus em Montevidéu, com um turco na Croácia, com os nativos da Ilha de
Páscoa, no Chile, que a levaram a repensar toda a escolha profissional. “Escrevo sobre desencantos e desencontros, a
ditadura do Tempo na dança dos relógios, a solidão, as cenas de uma caminhada e
até sobre um xampu que, silenciosamente, ensinou-me sobre o tempo certo das
coisas e a necessidade da espera”.
O primeiro de muitos
O prefácio do livro é da jornalista e
escritora Leila Ferreira, muito conhecida pelo telespectador mineiro, quando
apresentava o programa “Leila Entrevista”.
“Começo o meu caminho literário com o Licor de Cassis. Espero que venham outros sabores em novos títulos. E uso um trecho de uma das crônicas do livro como resumo do que sinto nessa experiência: “Não importa de onde venho, nem pra onde vou. Com os budistas, aprendi o segredo e a metáfora de apreciar o caminho. Sem pressa de chegar. Tento levar o conselho para a vida. Nem sempre consigo. Mas meu treino, como viajante, um dia, vai me ensinar”, concluiu Cláudia Gabriel.
“Começo o meu caminho literário com o Licor de Cassis. Espero que venham outros sabores em novos títulos. E uso um trecho de uma das crônicas do livro como resumo do que sinto nessa experiência: “Não importa de onde venho, nem pra onde vou. Com os budistas, aprendi o segredo e a metáfora de apreciar o caminho. Sem pressa de chegar. Tento levar o conselho para a vida. Nem sempre consigo. Mas meu treino, como viajante, um dia, vai me ensinar”, concluiu Cláudia Gabriel.
Sobre a autora: Jornalista,
natural de Juiz de Fora (Minas Gerais). Iniciou sua carreira na TV Tiradentes
(SBT), na mesma cidade, e foi repórter da Globo Minas, em BH, entre 1997 e
2007. Atualmente, é servidora pública na Assembleia Legislativa de Minas.
Em Teófilo
Otoni, a jornalista está negociando com a livraria Papo Café. Provavelmente, em
breve, os leitores teofilotonenses terão acesso ao livro.


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