terça-feira, 3 de junho de 2014

Prevenção seria a resposta para diminuir os casos de Aids na região

A doença não escolhe classe social ou opção sexual, entre os contaminados estão donas de casa, pais de família, trabalhador rural, médico e auxiliar de saúde. O sexo desprotegido ainda é o maior responsável pelo contágio. Em Teófilo Otoni são 146 homens contaminados para 132 mulheres.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde Entre Vales do Mucuri e Jequitinhonha (CIS-EVMJ) em Teófilo Otoni é referência para 23 cidades da região e funciona desde 1997 na cidade. De acordo com o órgão, nos cinco primeiros meses do ano, 52 pessoas tiveram diagnóstico positivo, uma média de 10 casos novos por mês. No ano passado o número de novas infecções pelo HIV na região atingiu 86 indivíduos. Atualmente, há uma incidência de aproximadamente 1000 casos no período de 1997 até o momento. No entanto apenas metade desse grupo está em tratamento. Ou seja, cerca de 500 soropositivos que utilizavam o serviço já morreram. Apesar de uma cura ainda não ter sido descoberta, a medicina tem ajudado os infectados a ter mais qualidade de vida.
“É uma doença que quando acomete as pessoas, se não há um bom acompanhamento psicológico ou emocional, essa pessoa tende a abandonar o tratamento e acaba adoecendo”, explica a psicóloga e aconselhadora do Serviço DST/HIV, Olímpia de Fátima Silva Franco.
População precisa ser educada
Segundo a psicóloga, é comum as pessoas ficarem surpresas quando recebem um resultado positivo e pedir para repetir o exame várias vezes. Muitas têm crises de choro e se recusam a contar para o parceiro. Mas o sexo desprotegido ainda é o maior vilão responsável pelo contágio. “As pessoas não foram educadas para usar o preservativo, a prevenção deixa muito a desejar. Os adolescentes, por exemplo, não procuram o serviço com muita freqüência, eles são encontrados nas escolas quando a gente vai fazer palestra, ainda assim, não se sensibilizam pra fazer o teste de HIV. A prevenção precisava ser mais enfocada. E para o paciente que é soropositivo tem que se tratar e vir às consultas fazer os exames de CD4 e carga viral pra não adoecer, aconselhou Olímpia.
Serviço
No local, além de fazer o teste rápido anti-HIV, o público recebe aconselhamento sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e qualidade de vida. Para as gestantes que têm filhos positivos ou a gestante HIV que tem bebê, o Consórcio disponibiliza leite gratuito para o recém-nascido por seis meses, até que a criança comece a se alimentar. 

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